terça-feira, 8 de outubro de 2013

Esferas Celestes: Nicolau Copérnico E A Astronomia Moderna

Estátua de Nicolau Copérnico na Polônia.

O Núcleo de Cinema Ambiental da Organização Neo Humanitarismo Universalista, ONH-U, celebra  desde o início do ano de 2013, o Aniversário de  540 anos de Nascimento do Pai da Astronomia Moderna, Nicolau Copérnico, com sessões de cinema do filme documentário Esferas Celestes, produção brasileira de 2009, Ano Internacional da Astronomia,   com direção de Ismael de Lima Jr.  O filme é um tributo ao legado  de Nicolau Copérnico para a humanidade; aborda de forma lúdica a história do astrônomo polonês, autor da obra “Sobre As Revoluções Das Esferas” (De Revolutionibus Orbium Coelestium).
O filme Esferas Celestes foi exibido nas seguintes cidades: São Paulo (SP), Santos (SP), Campinas (SP), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Londrina(PR), Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), Belo Horizonte(MG); valorizando o cinema ambiental e a ecologia humana através de sessões de cinema voltadas para a popularização da Astronomia entre a juventude do Brasil.
O talentoso diretor do filme "Esferas Celestes", Ismael de Lima Jr. do Brasil.


"Esferas Celestes"  em dvd e blu-ray.  


O Legado de Nicolau  Copérnico
Nicolau Copérnico nasceu em Tórun, Polônia, em 19 de fevereiro 1473. Filho de um próspero comerciante também chamado Nicolau e de Barbara, irmã do cônego e depois bispo polonês Lucas Wascerode.
O pai de Copérnico morreu quando este tinha apenas 10 anos. Copérnico foi morar com o tio (bispo Lucas) e aos 19 anos ingressou na Universidade de Cracóvia, na época famosa pela excelência dos currículos de Astronomia, Matemática e Filosofia.
Em 1497, Copérnico viajou para a Itália onde ingressou nas Universidades de Bolonha e Ferrara para cursar, respectivamente, Direito e Medicina.
Costumava trabalhar sozinho observando o céu a olho nu (a luneta para Astronomia só seria inventada um século mais tarde) e por meio de aparelhos por ele construídos.
Em 1530, dedicou-se inteiramente à Astronomia e terminou sua grande obra, denominada “De Revolutionibus Orbium Coelestium” sobre as revoluções das esferas celestes na qual afirma que a Terra faz um giro completo em torno do seu próprio eixo uma vez por dia, e move-se ao redor do sol um vez por ano.
 Essa obra foi publicada somente 30 anos após ter sido escrita, isto é, no ano da morte de Copérnico. Conta a historia que ele faleceu uma hora depois de pegar em suas mãos o primeiro exemplar de seu livro, em 24 de maio de 1543.
As esferas e os dogmas da época:
          O sistema de Copérnico embora revolucionário para época, também tinha imperfeições. Uma delas era supor que as órbitas dos planetas eram rigorosamente circulares.
          O conhecimento humano sofreu um duro golpe com a publicação da teoria de Copérnico, mesmo anos a pós a sua morte, durante o processo de condenação de Galileu, em 1616, a igreja colocou a obra de Copérnico na lista dos escritos proibidos, condição que permaneceu até 1835.
          Pelos dogmas religiosos da época, se Deus havia criado a terra  e o homem para povoá-la, como criatura à imagem do Criador, seríamos, portanto, superiores às demais criaturas. De acordo com isso o universo existia apenas para que o Homem o contemplasse. Acreditava-se que o filho de Deus estava no centro do cosmos e no centro de todas as coisas.
O roteiro de Esferas Celestes e o desafio de falar uma linguagem que todos pudessem entender:
“A cada dia que passa, a ciência está nos mostrando novos limites para a ação humana, caminhos pelos quais estamos ultrapassando a capacidade de suportar do nosso planeta. Um desses problemas está no excesso de intensidade luminosa durante a noite. De 1970 para cá, a intensidade luminosa no mundo triplicou, medida em lumens per capita. Dois terços das pessoas dos Estados Unidos e na Europa já não veem mais um céu estrelado.
Durante um blecaute em Los Angeles, nos EUA, pessoas procuraram médicos, por temerem, como diziam, uma estranha substância líquida no céu: era a via láctea, que só então viam na escuridão.” Washington Novaes, Jornalista.
A citação do jornalista Washington Novaes é o ponto de partida para a fascinante jornada de um diretor de cinema, Ismael de Lima Jr., de um astrônomo, Marcos Voelzke, e de um grupo de escoteiros poloneses, Grupo Orzel Bialy, em busca do legado de Nicolau Copérnico para a humanidade.
O depoimento do astrônomo Marcos Voelzke desperta a curiosidade dos jovens escoteiros desde o início:
“Quando observamos  o céu logo após o por do sol, podemos ver as estrelas.
Uma estrela é um globo de gás que se queima. A estrela tem luz própria. Nosso Sol é a estrela mais próxima da Terra e o Sol move-se... ou será a Terra que se move? Por muitos séculos, os astrônomos acreditaram que a Terra se mantivesse parada, enquanto o firmamento girava em torno dela, que seria o Centro.
Quatro séculos antes de Nicolau Copérnico, um astrônomo grego, Aristarco de Samos, apresentara a teoria de que o Sol era o centro do universo. Mas isso era tão estranho que seu sistema foi posto de lado.
Só por volta de 1540, é que Nicolau Copérnico, astrônomo polonês, percebeu  que os movimentos aparentemente complexos dos Planetas podiam ser prontamente explicados se o Sol permanecesse parado e a Terra e os Planetas girassem ao seu redor. O mundo levou 150 anos para aceitar essa noção.
O estudo da Astronomia tinha grande significação naquele tempo. O comércio marítimo desenvolvia-se rapidamente, os navios tornavam-se cada vez maiores e avançavam cada vez mais para longe da costa.
Quando Copérnico estava com 19 anos, Colombo atravessou o oceano e descobriu a América. A parte da navegação dependia de tábuas astronômicas especialmente calculadas. Também era preciso estabelecer um calendário acurado, de modo que as festas da Igreja pudessem ser adequadamente celebradas.
Naqueles tempos, o estudo da Medicina achava-se intimamente aliado ao da Astronomia. Supunha-se existir mística relação entre os órgãos do corpo humano e os signos do Zodíaco. Durante seus tempos de estudante, Nicolau Copérnico foi nomeado Cônego em uma Igreja de Frauenberg. Aos 33 anos, terminou sua vida de estudante e iniciou os seus serviços de Cônego. Estabeleceu-se em uma das Torres do muro defensivo que cercava a Catedral, hoje conhecida como Torre de Copérnico, esta lhe serviu de Observatório.
Nicolau Copérnico traçou um quadro geral do Universo com o Sol no Centro e a Terra revolvendo em torno dele, como planeta. Explicou porque ocorrem as estações. Mostrou que não vemos as estrelas na mesma posição celeste na Itália e no Egito, e nem podemos ver do Hemisfério Norte, estrelas que vemos no Sul. Quando se coloca uma luz na ponta de um mastro, ela parece  descer gradativamente à medida que o navio se afasta, no mar. Finalmente desaparece, parecendo mergulhar no oceano.
Nicolau Copérnico usou esses argumentos para provar que a Terra é redonda; discutindo os movimentos aparentemente erráticos dos planetas, movendo-se às vezes para a frente e às vezes para trás, e nos intervalos parecendo parar. Mostrou como esses movimentos seriam perfeitamente regulares se se considerasse o Sol como o centro do movimento planetário.”
O filme “Esferas Celestes” do Núcleo de Cinema Ambiental da ONH-U, ultrapassou os vinte mil espectadores em 2013, com exibições alternativas voltadas para a juventude em cinco Estados do Brasil.  O filme foi dublado em polonês e exibido em várias  cidades da Polônia.
“No meio de tudo mora o Sol, pois quem poderia colocar esse lampadário em outro lugar, ou melhor, lugar nesse gloriosíssimo templo do que daquele de onde possa ao mesmo tempo iluminar o todo?” Nicolau Copérnico (1473-1543)
O filme “Esferas Celestes” foi lançado no dia 29 de agosto de 2009 no I Encontro de Astronomia e Escotismo da Cidade de São Paulo, que aconteceu no Planetário e Escola Municipal de Astrofísica Professor Aristóteles Orsini no Parque Ibirapuera.

Parque do Ibirapuera, São Paulo, Brasil.

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